Lombardos
Os Lombardos, um povo germânico originado nos territórios que atualmente compreendem o Norte da Alemanha e a Dinamarca, originalmente conhecidos como Winilli, originaram-se na "Ilha de Scandanan", segundo o tratado Origo Gentis Langobardorum , identificado pelos modernos historiadores como a Península da Escandinávia. Sua história fundadora perpassa a resistência ante a dominação dos Vandalos, quando liderados por Ybor e Agio, filhos da proeminente mulher Gambara, teriam recusado a proposta de "submissão tributária" aos Vandalos e procurado o suporte de Wottan(Odin, o Deus Celeste da Tradição Nórdica Germânica). Frea, esposa de Wottan, sugeriu aos chefes Winilli que vestissem suas mulheres com os cabelos na face, passando-se por homens, na batalha contra os Vandalos. A aparência das mulheres Winilli, com suas longas barbas falsas, teria levado os Vandalos a questionarem "Quem seriam esses homens de longas barbas?", levando-os ao nome de "Longobardi" - em sua forma latinizada.
No período das migrações, causada pela extensiva população de sua região natal durante a Idade do Ferro, migraram para a região do Rio Oder, miscigenando-se com os povos locais, estabelecendo-se em sua fronteira com os Romanos. Apesar dos mitos e lendas, há fundamento de historicidade. No Final da Idade do Bronze, elementos da cultura Nórdica da Idade do Bronze misturam-se aos povos da Cultura Elp, dando origem aos "Nórdicos da Idade do Ferro" e a Cultura Jastorf, culturas materiais com extensa proximidade - indistinguíveis - que levaram ao advento das línguas germânicas.
A Origem dos Germânicos: Cultura Nórdica da Idade do Ferro e Jastorf
Observamos acima os resultados da Cultura Nórdica da Idade do Ferro e a Cultura Jastorf, um resultado da fusão entre os elementos Nórdicos da Idade do Bronze e da Cultura Elp. Investigando mais a fundo a Cultura Elp, percebemos sua correlação com o grupo chamado pela academia de Nordwestblock, o resultado das povoações Bell Beakers Centro Europeias na Costa Atlântica do Centro da Europa - descendentes dos grupos Single Grave e Cordados Renanos, mistos, em menor proporção, com Atlantico Megaliticos - os chamados Barbed Wire Beakers, responsáveis, também, pela povoação das Ilhas Britânicas. O grupo Nordwestblock evoluiu, durante a Idade do Bronze, como a cultura sucessora dos Barbed Wire Beakers, associando-se com interações culturais dos povos Unetice, Tumulus e da Idade do Bronze Nórdica.
Durante a Média e Tardia Idade do Bronze, a cultura Elp se desenvolveu no atual norte dos Países Baixos e Alemanha, sucedendo os grupos Barbed Wire Beakers, em intensa transação cultural com os grupos Nórdicos da Idade do Bronze, Unetice e Tumulus. Ao sul, a Cultura Hilversum, mais influenciada pelo contato com a Cultura Tumulus(Proto-Italo-Celta), dando origem aos povos "Ancient Belgae", presentes do nordeste da atual França até o Sul da Holanda, os antecessores dos Belgae - após seu contato com os grupos Urnfield-Hallstatt da região Alpina da Europa - descritos por Julio Cesár, que apresentavam elementos de cultura Céltica distintos, possivelmente dado ao seu substrato "Nordwestblock"- levando alguns antropologos a classifica-los como "Celto-Germânicos", que teriam migrado para as Ilhas Britânicas, levando consigo as Línguas Celticas. Entender o conceito do Nordwestblock, essas culturas perdidas que intermediavam Celtas e Germânicos, torna-se fundamental para entender a etnogenese dos Germânicos.
Pela carência de Samples Hilversum(Belgicas da Idade do Bronze), utilizemos os Belgae da Idade do Ferro, que além da Influência Tumulus, apresentavam intenso substrato decorrente das povoações Urnfield e Hallstatt posteriores. É importante salientar que as evidências arqueológicas apontam para a continuidade entre os grupos Barbed Wire - do inicio da Idade do Bronze - e os grupos da Cultura Elp, com intenso intercambio cultural com as culturas Unetice e Tumulus, sem evidências de migrações ou povoações destes grupos Centro Europeus.
A Cultura Elp é substituída pelos grupos Norte Renanos da Cultura Urnfield durante o final da Idade do Bronze, além de ser engolida pela Idade do Bronze Nórdica Tardia, apresentando uma fusão dos elementos Elp e da Idade do Bronze Nórdica - como visto acima - possivelmente como resultado da migração dos grupos Elp para a Escandinávia. As influências Urnfield, contudo, aparentam derivar, majoritariamente de contatos e intercâmbios culturais na região do Norte dos Países Baixos, sem alterar o perfil genético da população.
No período Harpstedt-Nienburger, obsevamos a fusão dos elementos Elp e Scandinavian Bronze Age, sem quaisquer influências dos grupos Urnfield-Hallstatt, em um padrão similar ao encontrado na cultura Jastorf(Iron Age Jutland), com as 3 culturas apresentando elementos culturais, arqueológicos e - principalmente - funerários similares à Idade do Bronze Nórdica Tardia.
Durante a expansão dos povos Germânicos, os grupos Ocidentais miscigenaram-se aos Celtas Belgae locais, dando origem aos antepassados dos Continentais Germânicos. Novamente, no final da Idade do Ferro, observamos uma expansão da Cultura Jastorf e de mais grupos do Norte, aumentando ainda mais a contribuição Nórdica da Idade do Bronze Tardia(Elp+Nordic Bronze Age) e reduzindo o substrato celtico.
Para avaliar o DNA dos Lombardos, utilizemos os Frisio-Saxões do Inicio da Idade Média.
Tendo como Referências: Harpstedt-Nienburger: Netherlands Early Iron Age | Jastorf: Denmark Jutland Iron Age | Proto_Italo_Celt: Hallstatt Austria Iron Age
Ao avaliar a contribuição Celtica nos povos citados, utilizamos o Core Celta Alpino, seja da cultura Tumulus ou Urnfield. Todavia, considerando a diversidade dos povos Celtas Continentais, em especial os Celtas Belgae e também Boii, observamos uma divergência genética significativa, no primeiro pelo componente Nordwestblock, o segundo pelo componente Unetice-Rich, próprio dos elementos Unetice-Tumulus e Urnfield presentes na atual Rep Tcheca, território hábito pelos Boii no período Hallstatt/La Tene. Como também o componente Nordwestblock dos Celtas Belgae certamente tornaria o evento miscigenador distinto, observemos um modelo que atribui o componente Belgae Celtico para a miscigenação dos "Germânicos Continentais" que utilizaremos como referência, em vistas de avaliar o DNA Lagonbardo e sua miscigenação com maior clareza.
Observamos que o substrato Céltico presente nos povos Germânicos continentais, já antes analisado, apresenta 70% de procedência dos povos Italo_Celticos, com um adicional de 30% do Substrato Nordwestblock, o que termina por dobrar a contribuição dos povos "Celticos" na mistura dos Saxões Medievais. Contudo, dada a redução minima da distância, indicando a não necessidade do componente para a explicação da etnogenese do grupo alvo, conclui-se que pouco influência à adoção do Belgae e que é preferível separa-los, considerando que a presença de um certo substrato Hilversum, Ancient Belgae - similar aos Belgae do período Hallstatt/La Tene - poderia se fazer presente no grupo Harpstedt-Nienburger, e que certamente intermediários Celto-Germânicos também participaram da etnogenese desses Germanicos continentais, quando incluídos, totalizando cerca de 1/3 para 2/5 de sua ancestralidade, somando-se aos 3/5 ao 2/3, que representam a influência Nórdica da Idade do Bronze Tardia. Certamente o componente relacionado ao Nordwestblock e sua maioria, através da migração, na Idade do Bronze Tardia e Inicio da Idade do Ferro explicam este GAP de 10-20% ocasionado, já que todas as populações partilham-nos em sua etnogenese. Para fins didáticos, para melhor dividir uma contribuição Germânica e Celta Europeia, o modelo que estima 4/5 de influência Nórdica da Idade do Bronze Tardia e 1/5 de influência Celta Alpina é mais coerente, lembrando sempre que a cultura Jastorf já contava com cerca de 10% de sua origem nos Proto-Italo-Celtas Tumulus-Urnfield, e que certamente tal contribuição também pode explicar a derivação de ambos modelos.
Da mesma forma, ao analisar a genética dos Lagonbardos, percebe-se que a utilização dos Boii, um povo Unetice-Rich, com elementos intermediários Celto-Germanicos para além de sua contribuição Tumulus - seja pelos contatos ou até pela estrutura basal de sua população, já mais Norte Europeia, muito similar aos Belgae.
Lombardos: Período das Migrações
Os Lombardos, originados ao sul da Escandinavia, migraram para a região do Rio Oder, estabelecendo-se junto as tribos que dariam origem aos Bávaros e Alamanicos, durante o IV século antes da Era Comum, fazendo parte do Grupo Línguistico Germânico chamado de Elba-Oder(também chamado de Irmionic). Os Irminones seriam descritos como ancestrais das tribos Alamani, Hermunduri, Marcomani, Quadi, Suebi, Logonbardi, entre outros.
Os Longobardos são primeiramente mencionados em fontes romanas entre os anos 9 e 16 da Era Comum, por Paterculus, que o cita como uma tribo de Germânicos notoriamente selvagem. Strabo e Tacitus mencionam os Longobardos como um tipo de "Suevos" mais feroz, caracteristico entre os Germânicos do Elba.
Em amarelo observamos os povos Germânicos do Elba, associados com os Bavaros, Alamanicos, Suevos, Marcomani, Quadi, Semnones, Thuringi, Cherusci, Chatti e também com os Longobardos.
Na imagem acima vemos a disposição de Túmulos Longobardos datando do VI século Antes da Era Comum ao III Século da Era Comum, período no qual os povos da Cultura Jastorf e Nórdica da Idade do Ferro distinguiram-se nos 4 tipos clássicos de Germânicos. Os Germânicos do Elba receberam a alcunha de "Irminonic" , em referência aos "Irminones" , uma classificação usada por Tacitus para descrever os grupos germânicos do Elba.
Os Semnones, Marcomanni, Longobardos, Warini e Anglii são descritos como Irminones Suebi, ou subgrupos dos Suevos. Já os Cherusci, Chatti e Hermunduri são outros subtipos de Irminones descritos por Tacitus, em contra parte aos Germânicos do Reno e Wesser, que habitavam as porções mais ocidentais da Germania.
Durante as Guerras Marcomanicas, alguns Longobardos participaram do combate ao lado de seus "aparentados" Marcomanni. As migrações dos Longobardos iniciaram no V Século da Era Comum, ao entorno do ano de 489, quando partiram de sua terra natal(Scoringia ou Mauringia, associada com o Rio Elba) para Vurgundaib , a antiga terra dos Burgundios, enfrentando os Hunos no processo, sendo derrotados e vassalizados. Durante o inicio do VI Século, os Longobardos moveram-se para a região norte da Norica Paennonia, sendo convertidos ao Cristianismo Ariano no governo do Rei Claffo. Em 505 CE, enfrentaram os Herulios e foram expulsos de volta para a Bohemia.
Entre 540 e 560 Audoin tornou-se Rei dos Longobardos, migrando novamente para a Nórica Paennonia, entrando em conflito com os Gepidas, liderados por Thurisind. Buscando uma aliança com o Imperador Bizantino Justiniano, os Longobardos enfrentaram os Gepidas, mas uma embuscada dos Herulios teria assassinado a maior parte do exercito Bizantino. Em retaliação - pois considerava-se um aliado de Roma - Thurisind liderou um ataque a Moesia Superior, aliando-se aos Kutrigurds(Povos Turquicos proximos dos Bulgaros) e devastando a região. Temendo uma invasão em suas províncias fronteiriças, Justiniano reforçou sua aliança com os Longobardos, disponibilizando para Audoin suas forças, que aliadas aos Herulios foram capazes de destruir o exercíto Gepida. Na batalha, Alboin, filho primogênito de Audoin, teria matado Turismod, o melhor guerreiro Gepida e Herdeiro de Thurisind, o que levou os bravos Gepidas a desertarem na batalha. Em 552, alguns Longobardos foram recrutados pelos aliados Bizantinos na forma de Foederati, na Campanha de Ravenna travada por Narciso, nas Guerras de Justiniano para retomar a Itália. Ao provar o gosto das ricas e prosperas terras da Itália, a mais civilizada de todas as Províncias da Europa, os Longobardos não se esqueceriam da sua grandeza.
Guerreiros Longobardos trajados com suas típicas vestes de batalha, alguns com elmos romanos - remontando a miscigenação étnica e cultural que estes guerreiros já carregavam ao invadir a Itália.
Em 560 Alboin, filho de Audoin, ascende ao Trono Lombardo, eleito pelos homens livres, como a tradição Longobarda previa - a tradição Germânica de forma geral considerava a eleição de seus Reis pelos homens livres de sua tribo, geralmente dentro da própria dinastia governante. Uma nova guerra com os Gepidas viria a ser rompida na Pannonia Nórica, com as fontes históricas divergindo sobre o pretexto. O historiador Lombardo Paul o Deacono afirma que os Longobardos foram atacados pelos Gepidas, agora com apoio dos Bizantinos, já as fontes Bizantinas, como Menander Protector e Theophylact Simocatta acusam Alboin de iniciar a guerra, com o ultimo associando a "Causus Belli" - Causa da Guerra - com uma Recusa da Filha de Cunimund, Rosamund, em se casar com Alboin. A Segunda Guerra Lombardo Gepida, ocorrida no ano de 565 da Era Comum, contou com as forças gepidas, lideradas por Cunimund, filho de Thurisind, aliados aos Bizantinos - sob o governo de Justino II - após a promessa do retorno da região de Sirmiun ao Império Bizantino, contra as forças combinadas de Longobardos e Avaros - uma confederação de tribos Turquicas, Finno-Ugricas e Eslavas - liderados por Bayan I.
Com o descumprimento do acordo, os Bizantinos mantiveram neutralidade no conflito, restando aos Gepidas lidar com dois ataques, do oeste liderado por Alboin e do leste pelos Avaros. Em 568, a guerra chega ao fim, com Alboin tomando para si a filha de Cunimund, Rosamund, e também o controle sobre os Gepidas restantes. É válido citar que antes de Rosamund, Alboin possuia outra esposa, Chlothsind, que teria morrido no mesmo período do termino da guerra. Como parte do acordo com os Avaros, o território Gepida e metade dos espólios de guerra seriam cedidos aos túrquicos. Temendo pela ameaça dos Avaros, uma força formidável, mais terrível que os anteriores Gepidas e Heruli, agora sob seu controle, Alboin iniciou um novo plano, mais ambicioso, relembrando os tempos de campanha como Foederati, desejou tomar para si e seu povo a "Península Itálica".
Alboin sabia das riquezas da Itália, e também da fragilidade que a Península se encontrava. Após séculos de Invasões Bárbaras, epidemias, guerras e fome, que devastaram a população da península, à antes mais próspera província do Império Romano, sua antiga capital, com ricas terras e cidades desenvolvidas, encontrava-se em situação de vulnerabilidade, em especial após as Guerras Justinianas e a praga que a sucedeu. Sabe-se que, no I e II Século, a população da Península Itálica chegou ao seus 12-14 milhões de habitantes, com apenas 4 milhões no VI - antes da invasão lombarda. À antiga capital imperial, Roma, a "Cabeça do Mundo" declinou de 1-2 milhões de habitantes, no auge do Império, para 20-30 mil habitantes antes da invasão de Alboin. Marcada por um extenso êxodo urbano, somando-se a seleção social e natural, proveniente das guerras, fome e pragas que assolaram a península desde a crise do Terceiro Século, a Itália ainda contava com uma rica infraestrutura e terras muito férteis, embora mal protegidas pelo Império do Oriente, que focava seus esforços combatendo os Sassanidas no Oriente e os Avaros nos Balcãs. Restava ao Bispo de Roma, o "Papa", e a Igreja Católica a difícil tarefa de manter à administração pública.
Representação do Rex Longobardvm Alboinvs I
Compreendendo tal cenário, Alboin contava com a força de seus homens, Longobardos, Heruli e Gepidas, somando-se a levas de Suevos, Turingios, Bulgaros e Samaritanos que havia de recrutar, e 20 mil Saxões, vassalos do Reino dos Francos, que demonstrava anuência para a invasão dos Longobardos na Itália. Somaram-se a ele os habitantes romanos da Nórica Pannonia, então sob seu controle, e alguns Ostrogodos remanescentes. As fontes divergem no número total de Coalizão Longobarda, estimada entre 150-300 mil indivíduos, entre homens, mulheres e crianças. Apesar dos grandes números, deve-se salientar a homogeneidade dos indivíduos analisados em Szolad, um cemitério Longobardo na Nórica Pannonia, e a motivação de tal diversidade genética será explicada abaixo.
Os Lagonbardi, em sua rota de migração, estiveram em intimo contato com os povos Celtas Boii, e outros grupos celto-germânicos e celtas "Unetice-Rich - cuja ancestralidade céltica derivava de povos com uma origem mais Norte-Europeia dada a sua matriz Tumulus-Urnfield - e também povos da "Cultura Pomerana", uma descendente direta da Cultura Lusatiana, que mesclava elementos Eslavonicos(Pré Proto-Balto-Eslavos) e elementos Célticos, eventos que também marcaram a composição dos povos Germânicos Continentais do Elba e do Oder-Vistula(Orientais).
Acima observamos a comparação da genética dos Celtas Boii com os Nóricos presentes no Danúbio - norte do território Nórico - com uma composição diretamente relacionada a Cultura Tumulus - descendente da mistura entre grupos Unetice e Norte Alpinos/Sul Renanos da Idade do Bronze inicial, que emergem para formar o core Italo Celta - percebendo que os Celtas Boii apresentavam já, em sua base genética, uma composição mais "Norte Europeia"- maior influência Estépica Cordada e WHG - que remonta aos auctotones locais da Idade do Bronze, com mais influência da Cultura Unetice e menor influência dos grupos Norte Alpinos e dos Cordons Sul Renanos - mais misturados aos elementos Europeus Agricultores do Neolíticos, portanto mais "Sul Europeus" em comparação aos Boii.
Na composição dos Lombardos "menos miscigenados" encontrados em Szolad, na Hungria, durante o Inicio da Idade Média, percebe-se que 50% de seu genoma se correlaciona diretamente aos Germânicos Saxões do Inicio da Idade Média, totalizando cerca de 38-45% do genoma Nórdico da Idade do Bronze Tardia, seguido pelo componente Celta Alpino-Carpathio, de 24.8%, que somado ao Celta já presente no genoma dos Saxões, totaliza cerca de 31-36% de sua ancestralidade. Utiliza-se a Cultura Trzciniec, anterior a cultura Lusatiana, como referência do Componente Eslavonico presente na Cultura Lusatiana e Pomerana, antecessoras da expansão germânica na região, somando-se a parte da origem céltica deve estimar uma contribuição de 21-35% de origem Lusatiana-Pomerana no Genoma dos Longobardos - do perfil 1, que representam a elite mais germanizada do povo Longobardo décadas antes de invadirem a Itália. Por fim os 3.6% de genoma Imperial Italiano representam uma possível miscigenação já presente em grupos celticos absorvidos durante sua expansão, ou ainda alguma contribuição residual presente em alguns dos indivíduos analisados.
Quando comparados com populações modernas, os Longobardos de Estirpe Germânica apresentam o seguinte perfil
Distância de 0.1
Lombardos na Itália

